

Quando meus dias estiverem se esgotado
E eu já tiver dito todos os meus adeuses
Fora das recordações do passado amargo
O que sobrará?
Não existe muito mais a se ter
Atrasado pela vida, o que restou
Espelhos quebrados, e sorrisos falsos
O que encontrará pela frente?
Quando o tempo fechar meus olhos
E meus últimos suspiros se forem
Fora da vista
Você irá se lembrar?
Meu rosto amargado sem paz
Minha vida que tinha se transformado
Você se lembraria daquele menino, garoto, homem
O que nunca fez o que era certo
Você se lembra da doce memória?
Agora, você se lembra?
Quando o mundo me derrubou
Eu mantive a paciência, e a calma
Você se lembra?
De todos os bons e maus tempos
E todo o tempo entre nos
Não ah mais frases a serem escutadas
Minha alma é apagada a cada chama acendida
Eu não tive a escolha dos dias
Eu não tive a escolha sobre te deixar
Você iria se lembrar do menino
Que esquecia as palavras e grandes tributos
Você iria se lembrar do garoto
Que sorria, e mantia a dor por você
Você iria se lembrar do homem
Que preferiu fingir um sorriso ao chorar.
Não sou como a primavera
Não tenho folhas renascendo e quero avisar que não me filtro na luz
que precede o verao
Quero avisar que nao me sucedo
Não morro nem renasço
E nao me recrio nas sementes do tempo
Cíclico
Apenas me indago
e me embriago
numa manha de sons e desejos
e as experiencias que me negaram
Rejeito-as como o aroma da primavera que nao tenho
e nao posso conquistar
Estou na outra margem
Das teorias astrologicas
e dos ciclos incançaveis da vida
e me enfado na composição de termos
que nao reciclam a dor da memoria
e os terriveis segredos de minhas palavras
usadas e pensadas
Nao sou como a primavera
nao fui outras coisas
E me perco em memorias
e confusos acontecimentos sem registros
Sou uma lembrança
E assim me sinto
um itinerario de coisas e pessoas
em sua maioria indiferentes
Como as folhas que murcham
morrem, caem e fertilizam
necessito que me deem um sistema
para nao ser visto
nao ser palpavel
e onde eu nao perceba minha primavera
que precederá minha morte

Deixe-me leva de volta
a epoca onde seus sonhos podiam se realizar
Deixe-me leva-la aos tempos onde se vivia tao traquilamente,
sem precisar pensar no momento em que se deve partir
venha de volta a mim, e seu coração poderá ver o passado
somente eu e voce, como nos tempos que nos perdemos
Seria tao bom te ver, estar ao seu lado
sem ter que partir, sem ter que temer
Naquele velho tempo onde nao existia tristeza nos olhares
acho que voce sempre soube
que eu era livre.
Entao volte pra mim.
Pois pra mim nao a formas de voltar
meu mundo esta escuro e nao a como sair.
nao consigo mais ver esperança
Nao consigo mais sentir esperança.

Ah de vir
para eu poder apreciar a calides dos teus labios
a frieza dos seus intintos
e a gratidao de teus afagos
Ah de sentir
o frio do vento rugir em seus ouvidos
o olhar doce a gritar por seu nome
o arranhar das pontas dos meus dedos em tua pele
Ah de ter
a graça de um anjo
os cabelos negros, como a noite
o aperto doce de uma despedida
e a voz suave como de uma sereia
Levará a mim, o sonho mais relusente
como a lua a iluminar uma noite
personificará o encanto de uma melodia suave
o apego de uma vida mal vivida
Teras comigo, a sentença de minh'alma
o carinho que jaz em tua face
tiraras de mim o buraco consumidor
e o completará com seu sorriso.

Ah de vir
como o fogo selvagem
murmurando loucuras
translúcidas como a aurora
Delirante como a morfina de teus lábios
e que nunca vem só
Ah de vir
e levará junto com a dor
o frio do gelo
e preencherá o vazio em mim
arrancara a armadura de rancor
as jóias de lagrimas
e a união da dormência em meu sangue
Estará a ver
o Renascimento do olhar
O resplandecer do sorriso
E a suavidade das palavras
Numa era de sangue
aguardo a dor do castigo
a danação da solidão
ou a lembrança de sua face
Era uma tarde fria.
Não me lembro quem estava mais sozinho, se era eu em meu poema mal feito nas linhas estremecidas, ou ela abraçada aos joelhos com os olhos abaixados.
Uma garrafa pela metade de um vinho barato estava no chão.
Aproximei minha Mao para pega La e já não estava mais lá. Acho que ela teve a mesma idéia, de afastar o frio com a bebida.
Bem, não deu certo.
No entanto o sorriso que se esboçou em seus lábios me rendeu um bom segundo de fervor. Não sei por quê. Mas ela estava ali, mesmo sem dizer uma palavra, era como se estivéssemos conversando por horas.
Eu guardei os papeis, não agüentava mais tentar escrever alguma bobagem que me fizesse sentir melhor em alguns minutos, e voltar ao vazio do meu corpo.
Ela esticou a Mao, querendo ler. Me perguntei o porquê, mas entreguei. Entregue dessa forma parte de mim, como um membro, um órgão. Não fazia sentido entregar algo tão pessoal a alguém que mal conheço.
Ela me disse algumas palavras singelas, e continuamos uma conversa sem nos olhar.
Meus olhos estavam na garrafa, e pensando o quanto tempo levaria pra neblina tomar conta de toda a rua, e se a garrafa ia realmente me manter aquecido.
Os olhos dela olhavam fixos para a pasta. Não parecia que ela estava gostando. Pensei por um momento em tirar da Mao dela, e guardar. Mas desisti logo apos. Meu grande sentido sedentário me disse que erguer meu braço ia me cansar demais.
Ela abaixou mais a cabeça para continuar a ler, e eu não pude mais olhar nos olhos dela. Continuei a beber sem muito me importar com o que ela pensava. Afinal aquele era somente o meu desabafo numa forma metafórica. Eu me recostei melhor, para continuar a apreciar o resto da bebida. Olhando para o nada... Sem perceber que ela havia se aproximado. Seus olhos estavam brilhantes. Me perguntou se eu que havia escrito mesmo. Ela dizia que escrevi a vida dela.
Eu sorri, ofereci a ela um gole e matei a garrafa. Nada de novo, somente palavras jogadas ao vento. Frio. Muito frio...
Não havia emoção naquele momento. Só existia o vento.
A garota tão bela que estava ao meu lado era somente um fruto da minha mente, mas eu ainda consigo ve-la perfeitamente em meus sonhos. Como se ela fosse mais real que minha vida.
Se eu tenho uma vida de muitos amigos que nunca vi, porque não posso crer na existência de uma pessoa que nunca conheci?
Deixe-me
deixe-me para tras de suas lagrimas
atras de seus belos olhos castanhos
atras aquela doce dança da miseria
Aprodrece em mim o desejo de ternura
o coração pasmo
ainda bate.. fraco
ainda sim, sem o sabor, sem o desejo
Apodrece com o som de seu sorriso
apodrece com o toque de seus labios aos meus
acorde-me de um sonho infindado em solidao
deixe-me sobre o mar de rosas negras que contem em meu tumulo
As faces brancas/palidas me guiarao ao infinito
ao eterno prazer de nada sentir
ao eterno desespero de nao mais lhe ver
ao eterno luto.

Eu reguardo a dor
Eu sou a realidade que prevem dos sonhos
Eu sou a blasfemia que caminhas por tua mente e acanha teus desejos
Eu nao posso acreditar que até hoje, voce me guarde somente como um medo.
Eu prefiro acreditar que exista uma saida
E que eu realmente nao estou errado sobre voce
As lagrimas que já derramou foram sulficientes para criar seu castelo de luto
Foi o sulficiente para me gritar em dor do amargo e vazio
Eu sou a dor
A dor do frio que congela tua alma
Os ventos que sussuram por tua lembranças mais indesejadas
os risos num quarto escuro onde teu sangue paira em poeira e cinzas
Eu sou o sucessor do ceifador que cercou tua vida em tristeza
Nos podiamos nos esquecer sobre o mar de sombras
os momentos que personificam o infinito
Estando ao nosso lado, um passado jamais esquecido
Por todo o tempo eu fiquei lhe esperando
em tumba, amargado em odio
Nao quero acreditar que o tempo foi o covarde vingador
do futuro glorioso que nos esperava...
O segredo nao é achar que um dia voce vai aparecer em minha morada com um vestido de cetim negro e um sorriso em sua face
o segredo é gritar aos ventos num pedido desesperado de voce nunca existir, e conter o desejo vago que começa a existir em minha mente
o Segredo afinal, é so uma forma de expressar que no final, estamos sozinhos, num vacuo de sanidade com formas e cores que nao se ve, e nao se sente.
O desejo que flui em sangue nao é o de encontrar um toque, ou beijo igual ao seu.
E sim saber que nunca senti, e nunca terei algo saboroso, uma fragancia angustiante e entorpecente que entraria em meu senso, e apagaria meus sentidos.
Afinal o maior de todos os desejos nao é esperar por alguem, nao é ter alguem, nao é encontrar alguem.
É conformar-se com a solidao, com o fato de que dia apos dia, o escuro tomará conta do interior de minh'alma, e nao existira um só sorriso legitimo em minha face.
Aguarde-me no relento da lembrança, no apago da memoria, no suspiro de uma lagrima e na dor do leito que nunca se aquece.
Veja em mim o que deseja ver, com os olhos de alguem que nunca me verá.


Uma vez eu tive um sonho
Ela andava por um lago de nobreza
em vestes claras como a pluma
Sua palida face era solitaria
Contia um coração frio
Andava pelos campos amargos
Lembrando-se de dias de gloria
Tentando permanecer em paz
ela parava sobre a colina
Adormecia todos os dias entre lagrimas
Lembrava-se do outro lado do orgulho
Em seu mundo esquecido
nao havia nomes a pronunciar
a dor da amargura tomava posse do vazio em sua alma
Ela so pedia por mais uma manha de paz

Um dia eu disse que nunca mais faria isso
De me amargurar pelas escolhas, de nunca mais desejar o presente
Eu poderia abrir minha mente para ver minha face ferida
Esperando entender a insanidade dos meus olhos
como se houvesse saida para esse mundo perdido
É como se a morte estivesse em meus dedos
pintando o mundo de preto e branco
Construindo meus sonhos, sobre as lagrimas que escorrem
e o Diabo estivesse somente sorrindo enquando ele desaba
Nao ha mais saida para esse meu mundo perdido
Nao haverá mais um dia de luz
Nao ha mais nada a se ver num mundo de sombras
Nao ha mais esperança num mundo onde so existe dor
É como uma casa de loucura
aberraçoes estao a solta no espelho
uma casa de sanidade perdida
sem caminho para a saida
Nao ha mais saidas...
Nunca houve uma saida...
Bem vindo a minha agonia.
Estamos todos condenados a viver
É uma dadiva sombria
Eu posso escutar as lagrimas
Eu posso escutar a dor
A vida que se passa
Eu prometo por sua lapide
Que toda noite gritarei por voce
Solitario
Embora que todos se passem como amigos
E lagrimas de sangue eu choro
A cada momento que me lembro de voce
Em cada instante eu me lamento
Com a ausencia que sinto de voce
Minha alma amarga
Em fim na sua mortalha
De carne apodrecida
De mentiras que sao contadas
Deleite-se ao mundo que nao passa
Que ninguem se move com o tempo
Eu nao consigo parar
Elas me ferem
E eu sempre grito de dor
E as lagrimas de sangue escorrem
Ao vazio que reina dentro de mim
E a escuridao que assim me domina
Abandona minha carne da sanidade
E as lagrimas de sangue escorrem
E nada mais poderá me voltar
O vazio da agonia é frio
E a aflição eterna permanece em mim.

Olhando minha ultima ferida
enquanto ela cicatriza no espelho
Mentiras que se revelam
Sonhos que nao se realizam
Aprisionado no tempo dos esquecidos
Escutando uma voz ressonante em minha mente
dizendo para esquecer minhas lagrimas
Almejante por realidade
Sonhos amargados no tufao da sanidade
Algemados pelas correntes da solidao
Esqueça dos fatos que se passaram
Olhe atravez do espelho
Mais uma vez caminhe por esses campos desconhecidos
Supere os momentos que se foram
Olhe atravez do espelho
Voce me verá perdido num vacuo de solidao
Num vazio agoniante voce me verá
E sentira o frio do Adeus...
"Estou perdido nos confins da eternidade, e nenhum dia pode mais passar"

Eu o pesadelo que respira
o que vaga na noite com os ventos do prazer
A brisa suave de um toque
o desperdicio inocente do desejo
O impuro que caminha pelas clareiras da vaidade
Procurando o fim mais proximo a se libertar
O vazio que agonia a alma
A ferida que nao vai cicatrizar
O desespero das lagrimas que nao cessam
A melancolia que nao se explica no olhar
Somente eu poderia me salvar mas agora é tarde
Eu poderia tentar, mas tentar nao é mais uma escolha
O sonho mais belo de ontem parece nunca ter existido
A morte me abraça, ela sorri, e eu so posso dizer adeus
